“Ultimamente me sinto como se fosse um rosto manchado num sonho, alguém estranho que ninguém nunca viu, algo que assusta de noite mas não faz mal algum. Me sinto como se não existisse, não nesse mundo, não nessas histórias de amor, não em algo real e sim numa mente brilhante que pensa em coisas que ninguém nunca havia pensado. Afinal, eu devo ser isso. Algo que ninguém nunca vai traduzir, nunca vai saber exatamente o que é. Quem me criou foi algo além da realidade, foi algo além de verdadeiro, algo que também criou a loucura e me usou junto dela. Pois eu sou metade boa e metade ruim. Sou metade eu e metade criação. Sou metade solidão e a outra metade é exatamente igual.”